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Por que buscar uma credencial ICF? Quais as vantagens e passos necessários?

A International Coach Federation (ICF) dedica-se ao avanço da profissão de coach, estabelecendo altos padrões éticos e proporcionando três níveis de certificações reconhecidas internacionalmente. Trabalha para a construção de um networking global de coaches credenciados, englobando 23.000 membros e estando presente em mais de 120 países. Tem como meta ampliar a consciência sobre coaching, assegurando a integridade da profissão e estimulando a educação continuada dos membros, com base em pesquisas e práticas sempre atualizadas.

Importante destacar que a ICF Global revela que coaches credenciados demonstram não só o conhecimento e habilidade, mas também um compromisso com elevados padrões profissionais e um forte código de ética.
O ICF Global Coaching Study 2012 apontou que os coaches credenciados apresentam ganhos mais altos do que a média em todo o mundo, com exceção do Oriente Médio e África. De acordo com o ICF Global Consumer Awareness Study 2010, os clientes que trabalharam com um coach credenciado pela ICF têm mais probabilidade de ficarem satisfeitos com a experiência e de recomendarem coaching para outras pessoas. Neste mesmo estudo, 84% dos clientes adultos que passaram por uma relação de coaching afirmam que consideram importante o coach ter uma credencial.

Conforme publicado no site da ICF Global, qualquer pessoa que considere seriamente sobre a construção ou manutenção de um negócio de coaching deve buscar uma credencial ICF e tornar-se parte deste respeitado grupo, que escolheu regular-se e fornecer prestação de contas aos clientes e à profissão de coaching como um todo. Todos os titulares de uma credencial ICF completam uma rigorosa educação e requisitos de prática, fornecendo o testemunho de seu compromisso com a excelência em coaching.

Continuam afirmando que a missão do programa de credenciamento da ICF é proteger e servir aos consumidores de serviços de coaching, medir e certificar a competência de indivíduos e inspirar a busca do desenvolvimento contínuo.

As três credenciais oferecidas pela ICF são: Associate Certified Coach (ACC), Professional Certified Coach (PCC) e Master Certified Coach (MCC). Em Minas Gerais, dos 29 membros, temos 6 ACC’s, 3 PCC’s e ainda não temos coaches MCC que, no Brasil, são apenas 2.

A meta do Capítulo é aumentar este número em 70% até 2017. Venha fazer parte deste grupo e demonstrar para nossos clientes que somos um grupo comprometido com a profissionalização do Coach, ancorado em padrões globais de desempenho.

No dia 29/08, às 19 horas, Marcionila Dourado e Rosangela Pedrosa farão uma palestra seguida de roda de conversa sobre o processo de credenciamento. Juntos, todos os participantes poderão trocar experiências com coaches credenciados, dando suporte àqueles que estão almejando este objetivo.
Além desta palestra, estamos trabalhando para publicar links, dicas e informações em nosso site. É primordial, no entanto, que cada um dos interessados comece a se familiarizar com o site da ICF Global, pois há inúmeros detalhes que precisam ser dominados pelos interessados.

Rosangela Pedrosa
PCC – Professional Certified Coach
Diretora de Desenvolvimento e Credenciamento da ICF Minas


Coaching & Instrumento MBTI® A busca do autoconhecimento e desenvolvimento humano.

Acredito que somente temos chance de evoluir e mudar verdadeiramente de atitudes na vida, se conseguirmos olhar para dentro de nós mesmos. É percebendo, constantemente, o nosso interior, examinando e transcendendo os padrões e paradigmas herdados de nossos familiares, de nossa criação e da própria cultura e sociedade onde vivemos, que poderemos reflexivamente encontrar um sentido em nossas vidas e descobrir a nossa missão no mundo. Daí a importância de termos consciência da necessidade do autoconhecimento.

O autoconhecimento nos conduz a uma profunda viagem interior, propiciando a compreensão do porque reagimos desta ou daquela forma diante de uma determinada situação e, por consequência, intensifica a capacidade de fazer escolhas mais conscientes e adequadas, que tragam uma maior satisfação pessoal.

Muitas pessoas vivem de “fachada”, alienadas nos anseios sociais, reprimindo, pois, o seu real ser. Assim, em vez de exercitar a própria vocação, com independência e prazer, elas atendem mais às expectativas exteriores e das outras pessoas, ficando submetidas às pressões e determinações impostas pela sociedade, bem como limitadas aos seus medos e fantasmas. É um se sentir aprisionado pela sua própria mente. Muitas vezes raciocinam assim: “Mas o que vão pensar de mim se eu fizer isto?”. E esse pensamento só faz demonstrar a falta de saber o que realmente quer e a baixa autoestima.

Nesse contexto de receio, insegurança e dúvida, circunstâncias que muitas pessoas podem experimentar durante a vida, a busca pelo autoconhecimento pessoal e profissional apresenta-se como uma alternativa importante e eficaz ao desenvolvimento humano, ampliando o conhecimento de si mesmo e proporcionando que o indivíduo conheça a sua dimensão e as perspectivas de sua vida. É a mesma sensação de oferecer uns óculos de grau adequado para quem tem dificuldade de visão. A partir daí a vida tem mais sentido e as pessoas podem ter como suas as reflexões, escolhas e decisões.

Em minha vida pessoal e na caminhada como coach, psicólogo, consultor e profissional de RH nas organizações, deparei-me, diversas vezes, com pessoas com carência de autoconhecimento, isto é, com dificuldades para direcionarem o seu desenvolvimento num rumo certo e, principalmente, satisfatório. Todos nós precisamos de uma “bússola” que nos indique a direção que nos permita conhecer a nossa missão, visão e objetivos.

No trabalho que desenvolvo, no campo da gestão e desenvolvimento de pessoas nas organizações e na condução do processo de coaching, tive a grata satisfação de poder me qualificar e credenciar no Instrumento MBTI® que tem sido uma verdadeira “bússola” para as pessoas, pois se trata de uma rica e válida ferramenta para expandir o autoconhecimento e facilitar o crescimento profissional. Ele aumenta a consciência sobre as características pessoais, suas forças, aptidões e vulnerabilidades em termos de habilidades e atitudes pessoais, sendo um apoio nas decisões da vida. Ajuda as pessoas a se conhecerem melhor e a escolherem com maior possibilidade de êxito a sua profissão e a perspectiva da carreira a ser seguida, facilitando, também, a compreensão do outro, as relações interpessoais, o exercício da liderança e o trabalho em equipe. São 16 tipos psicológicos e não existe um tipo melhor ou pior do que o outro, cada qual tem suas particularidades que devem ser consideradas pelas pessoas.

O Instrumento MBTI® possui uma vasta aplicação, tanto no âmbito pessoal, quanto no coletivo ou organizacional. Sendo suas principais aplicações:

Aplicação no Processo de Coaching e Autoconhecimento Pessoal: Excelente ferramenta reflexiva para auxiliar a autoanálise e o crescimento pessoal, podendo ser muito útil para fortalecer a autoestima e contribuir para que o indivíduo possa encontrar uma direção para sua vida, através da compreensão dos seus pontos positivos e talentos das suas preferências.

Pode ser utilizado também no aconselhamento matrimonial e nas relações familiares (compreender e saber lidar com as diferenças de forma positiva).

Aplicação no Aconselhamento Vocacional/Profissional: Não é um instrumento específico para a análise vocacional, mas ajuda muito as pessoas a se conhecerem melhor e escolherem com maior possibilidade de êxito a sua profissão e a perspectiva de carreira.

Aplicações Organizacionais e Gerenciais: É utilizada intensamente no desenvolvimento gerencial e de equipe, ajudando os profissionais a compreender seus talentos naturais e áreas potenciais de fraqueza. O instrumento fornece insumos para melhor compreensão e utilização do estilo de liderança, de comunicação e de como o indivíduo aborda e resolve os problemas. Permite, ainda, saber o tipo de ambientes e tarefas são preferidas pelos gerentes e membros da equipe, a forma de apoio que mais necessitam em sua atuação, tipos de expectativas em relação ao seu desempenho e dos outros e estilo que utilizam para dar feedback e perceber a performance dos demais.

O Instrumento tem forte aplicação em vários aspectos do processo de gestão de pessoas: planejamento do trabalho e nos planos de desenvolvimento de carreira, mapeamento do patrimônio humano, entrevistas, treinamento em serviço, aconselhamento e avaliação de desempenho.

Além disso, outra aplicação do tipo psicológico nas organizações inclui a compreensão da cultura institucional, projetos, estruturas e estratégias, planejamento para mudanças organizacionais e na gestão e desenvolvimento de carreiras.

Aplicação Educacional: é usado para aumentar a consciência dos professores sobre as diferenças de aprendizagem de seus alunos e para encorajar o uso de métodos pedagógicos e sistemas educacionais que se apliquem a essas diferenças.

Diante das possibilidades apresentadas acima, a busca do autoconhecimento e desenvolvimento torna-se algo plenamente possível para as pessoas, principalmente, quando este investimento pessoal, decisão e vontade de procurar ajuda nasce do próprio indivíduo e de dentro para fora. Outro aspecto importante é a abertura para escutar e perceber as sinalizações de outro ponto de vista, sem a presunção de ser “dono da verdade”. A grande riqueza deste instrumento é que aponta determinadas impressões e sinalizações sobre cada tipo psicológico. Contudo, são as pessoas que irão validá-las após uma autoapreciação e busca de feedbacks.

Na condição de profissional qualificado e credenciado para a utilização de forma adequada e ética do Instrumento MBTI®, reafirmo que é uma rica ferramenta, mas que deve ser usada com o propósito e compromisso de ampliar a compreensão, criar possibilidades e propiciar desenvolvimento para as pessoas e não de avalia-las, rotulá-las e limitá-las em termos de perspectivas.

Paulo Cesar Martin Guimarães (*)

(*) é Coach, psicólogo, bacharel em Direito e especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV, tendo mais de 20 anos de vivência no campo de gestão e desenvolvimento de pessoas nas organizações. É consultor, sócio da Humana, conduz processos de coaching executivo, programas de treinamento comportamental e desenvolvimento de liderança e de equipes, atuando também como facilitador na implantação de políticas de RH, solução de conflitos interpessoais, coordenação de processos de sensibilização para mudanças e ações de melhoria do clima organizacional.

Como Coach possui formação em COACHING EXECUTIVO ORGANIZACIONAL, conduzida e certificada pelo Leading Group at Master-Coach Leonardo Wolk – Argentina e Instituto Opus – SP, com certificação ACTP (Accredited Coach Training Program) pela ICF. É qualificado pela C.P.P. – CONSULTING PSYCHOLOGISTS PRESS, Inc. USA, na utilização do Instrumento MBTI®, Step 1, ferramenta mundialmente utilizada para identificação dos tipos psicológicos, busca do autoconhecimento e autodesenvolvimento.

É membro associado à INTERNACIONAL COACH FEDERATION – New York – USA e membro fundador da ICF – CAPÍTULO REGIONAL MINAS.

Contato: 31-3241-6900 – e-mail: paulocesar@humanaconsultoria.com.br – Site: www.humanaconsultoria.com.br


Como Contratar um Coach?

por Rodrigo Aranha, PCC & CMC

Por diversas razões, você tomou a decisão de buscar auxílio, através de um Coach profissional, para tratar uma ou mais questões, sejam elas de caráter pessoal, profissional ou, mais frequentemente ambos, que você julga importante para seu desenvolvimento, qualquer que seja seu objetivo.

Tomada a decisão, inicia-se uma etapa de enorme importância para o sucesso da sua empreitada: quem contratar como Coach?

Sabemos que o mercado de Coaching vem crescendo de forma exponencial e, ao mesmo tempo, com muita fragmentação, fruto de uma enorme variedade de ofertas de serviços de Coaching, com abordagens e metodologias das mais diversas. O que fazer num cenário como esse?

Lembre-se que um programa de Coaching envolverá um investimento relevante tanto em termos de tempo como de dinheiro. Dessa forma, investir o tempo necessário para que sua escolha seja a melhor possível é algo absolutamente crítico e fundamental. Afinal, você quer selecionar um Coach que possa oferecer a assistência e o suporte que você precisa para seu desenvolvimento e o alcance dos seus objetivos de uma forma eficaz.

Creio que o primeiro passo, se necessário, é educar-se adequadamente a respeito de Coaching. Do que se trata afinal? Como essa prática se difere de outras de alguma forma correlatas como Terapia, Consultoria e Mentoria?

A terapia lida com a busca de cura para uma dor, disfunção e/ou conflito dentro de um indivíduo ou nos seus relacionamentos. O foco é frequentemente voltado para a resolução de dificuldades decorrentes do passado que prejudicam o funcionamento emocional de um indivíduo no presente e, com isso, alcançar melhorias no funcionamento psicológico em geral e poder lidar com o presente de maneiras mais saudáveis emocionalmente. Coaching, por outro lado, apoia o crescimento pessoal e profissional com base na mudança desejada pelo coachee em busca de resultados específicos, relacionados ao sucesso pessoal ou profissional. Coaching é focado no futuro. Enquanto sentimentos e emoções positivos podem ser um resultado natural do Coaching, o foco principal é a criação de estratégias viáveis para alcançar metas específicas, sejam elas pessoais ou profissionais. A ênfase, portanto, em um relacionamento de coaching está na ação, no accountability e em seguir adiante.

Consultores, por sua vez, são contratados por indivíduos ou organizações visando transferência de conhecimentos ou a execução de atividades para as quais não contam com recursos disponíveis. Enquanto as abordagens de consultoria variam amplamente, o pressuposto, em geral, é que o consultor irá diagnosticar problemas e prescrever e, às vezes, implementar soluções. Com o Coaching, a suposição é de que os indivíduos ou equipes são capazes de gerar as suas próprias soluções, com o fornecimento de apoio técnico, abordagens e estruturas baseadas em ganho de consciência e descobertas.

Já um mentor é um especialista que fornece sabedoria e orientação com base em sua própria experiência. Mentoria pode incluir assessoria, aconselhamento e coaching. O processo de Coaching não inclui assessoria ou aconselhamento; ao invés disso, concentra-se em ajudar indivíduos ou grupos a alcançar seus próprios objetivos.

Existem muitas referências sérias que podem ajudar a responder a essas questões, na forma de livros e artigos sobre Coaching que vêm sendo escritos por autores renomados ao longo dos últimos anos. Uma fonte importante para pesquisa que costumo sugerir é o portal de pesquisa da ICF – International Coach Federation (www.coachfederation.org), onde estão disponíveis diversos artigos, estudos de casos e outras referências importantes.

Tendo um bom nível de entendimento a respeito de Coaching, o segundo passo é ter claro quais são seus objetivos ao trabalhar com um Coach. Isto o ajudará a direcionar seus esforços de busca e na identificação de um Coach eventualmente especializado em área correspondente aos seus objetivos. Você está buscando um Coach de Vida que o ajude a se desenvolver como pessoa e lhe dar suporte em relação a desafios pessoais? Ou você está procurando por um Coach executivo, que o ajude no desenvolvimento de competências específicas de liderança ou de gestão de times e negócios?

Uma vez tendo se educado em Coaching e tendo claro quais são seus objetivos, você está pronto para iniciar a busca de um profissional qualificado.

O primeiro passo pode ser simplesmente você verificar com amigos, colegas e os membros do seu networking de forma geral, aqueles que tiveram boas experiências com Coaching e que lhe possam indicar alguns profissionais.

Além disso, você pode recorrer aos sites de associações de classe, nos quais poderá pesquisar e identificar profissionais. Os sites da ICF – International Coach Federation lhe permitem fazer isso com facilidade: veja em www.coachfederation.org (site da ICF Global), em www.icfbrasil.org (site da ICF Brasil) ou ainda em www.icf-sp.org (site da ICF Capítulo Regional SP). É bom ressaltar que, para ser membro da ICF, é necessário contar com um mínimo de 60 horas de treinamento específico em coaching reconhecido pela entidade, bem como aderir a um rigoroso código de ética. Além disso, no caso do profissional possuir uma credencial, isso implica num volume ainda maior de horas de treinamento, além de comprovação também de um mínimo de horas de prática profissional.

De qualquer modo, o mercado brasileiro conta com uma boa oferta de coaches profissionais e consultorias especializadas em serviços de Coaching, o que, juntamente com referências e indicações que você pode obter junto à sua rede de relacionamentos, mais pesquisas em sites como os indicados acima, tornará sua tarefa de identificação de profissionais relativamente simples.

Minha recomendação é sempre considerar ao menos três profissionais no processo de seleção e tomada de decisão. A questão agora, é como fazer a sua escolha.

Independentemente de quais sejam seus objetivos, há diversas questões importantes a serem consideradas na contratação de um Coach.

Prepare-se e faça entrevistas cuidadosas com cada um desses profissionais, procurando explorar suas experiências, qualificações e habilidades. Para essas entrevistas, sugiro considerar as seguintes questões:

  • Experiência profissional em Coaching: o Coach deve ser questionado a respeito do tempo de experiência na profissão, quantas horas de Coaching já praticou, quantos e que tipos de clientes atendeu, assim como as situações e questões de Coaching trabalhadas;
  • Background profissional e experiência em geral: coaches podem vir de diversas áreas de formação profissional – exemplos incluem Recursos Humanos, Psicologia, Treinamento e Desenvolvimento e Gestão de Negócios. Evidentemente, estes variados backgrounds implicam em que os coaches irão trazer para o relacionamento de Coaching diferentes experiências e habilidades. Outro aspecto importante, particularmente em Coaching executivo, diz respeito ao nível de experiência e conhecimento que o Coach possa ter em áreas de negócios específicas. Certamente isso é algo que pode ajudar, mas não necessariamente. Ainda que o Coach possa contar com conhecimento e experiência profundos em negócios, a real contribuição de um Coach está na sua habilidade de ajudar as pessoas a aprender e a se desenvolver. Ainda no Coaching executivo, pode ser relevante a experiência que o Coach tenha em relacionamentos com determinados tipos de profissionais em termos de senioridade, isto é, C-level, alta gerência, gerência média, etc. A questão chave é, portanto, encontrar o perfil que mais se adequa às necessidades e aos propósitos do programa de Coaching que você deseja;
  • Qualificação técnica e treinamento: o Coach deve ser capaz de demonstrar que possui as competências técnicas específicas que são necessárias para prover os serviços de Coaching que estão sendo solicitados. É necessário, portanto, verificar qual é a formação específica em Coaching do profissional e os treinamentos realizados;
  • Filosofia, a abordagem e a metodologia: o Coach deve ser capaz de descrever de forma clara quais são suas filosofia, abordagem e metodologia preferenciais em Coaching. Verifique como ele ou ela trabalha, qual a frequência e a duração das sessões, quais são os métodos e modelos utilizados e porquê. Explore, também, a flexibilidade que o Coach demonstra para atender às suas necessidades específicas sem que, evidentemente, ele ou ela tenha que abrir mão das suas crenças e convicções. Um bom Coach faz uso de diversos modelos e técnicas que se apoiam em diversas bases teóricas, incluindo, por exemplo, teoria organizacional, psicologia ocupacional, desenvolvimento de lideranças, teorias de aprendizado adulto e outras. Como regra geral, quanto mais simples as técnicas e ferramentas empregadas, mais efetivas elas tendem a ser. O Coach deve fazer uso desse tipo de ferramentas por conta de propósitos específicos, isto é, visando estimular e encorajar a reflexão, o aprendizado e um processo de mudança e ele ou ela deve ser capaz de descrever essas ferramentas de forma clara e concisa durante esta etapa de seleção;
  • Histórias de sucesso: o Coach deve ser capaz de descrever de forma clara e específica, programas de Coaching que tenha conduzido, nos quais seus clientes foram bem sucedidos no alcance dos objetivos pretendidos como resultado do programa. Devem ficar claros nessas histórias quais eram as situações envolvidas, quais eram os objetivos pretendidos e o que foi determinante para o sucesso dos programas;
  • Supervisão: supervisão em Coaching significa um diálogo e interação entre o Coach e um Coach Supervisor, no qual o primeiro traz, para um diálogo reflexivo e consequente aprendizado colaborativo, suas experiências em Coaching, visando seu desenvolvimento e benefício assim como o dos seus clientes. Neste tipo de supervisão, o Coach é levado a focar no processo de Coaching e, com isso, possibilitar um melhor entendimento das suas fortalezas, das suas fragilidades e, com isso, possibilitar seu crescimento profissional. Trata-se de uma prática crescente, que visa auxiliar o Coach nos seus esforços de desenvolvimento, tanto em termos pessoais no que diz respeito ao aprofundamento da presença e da consciência de Coaching, quanto profissionalmente em termos de competências, éticas e padrões;
  • Filiação a Associações de Classe: verifique se o Coach é membro de alguma associação de coaches profissionais, como, por exemplo, a ICF – International Coach Federation. Ser membro dessas associações, via de regra, implica na adesão a códigos rigorosos de conduta e de ética que suportam a prática profissional de Coaching;
  • Credenciais: além da filiação a associações profissionais, verifique se o Coach possui credenciais fornecidas por essas associações. Uma coisa é o Coach apresentar uma certificação fornecida pela própria instituição na qual ele ou ela fez sua formação e/ou treinamento. Outra coisa é uma credencial obtida pelo profissional junto a entidades independentes de certificação em Coaching, o que assegura que o profissional tenha passado por formação e treinamento específicos em Coaching que sejam reconhecidos pela entidade certificadora por conta de determinados requisitos e padrões mínimos exigidos. Além da formação, a credencial também implica que o Coach tenha comprovado um determinado volume mínimo de horas de prática de Coaching profissional. Evidentemente, dispor de uma credencial não qualifica automaticamente um Coach, mas se trata de uma referência cada vez mais importante e relevante nesse mercado. De acordo com o 2010 ICF Global Consumer Awareness Study, conduzido pela ICF – International Coach Federation, 84% das pessoas que passaram por uma experiência de Coaching revelaram que para elas era importante que os coaches dispusessem de uma credencial;
  • Referências: além da entrevista, certifique-se de que cada profissional considerado lhe dê ao menos duas referências de pessoas com quem ele ou ela tenha atuado como Coach. Faça contato com essas pessoas e faça perguntas claras e diretas:
    • Elas conseguiram atingir seu objetivos de forma minimamente satisfatória como resultado do Coaching?
    • Do que elas gostaram e do que não gostaram ao trabalhar com o Coach em questão?
    • Elas recomendariam de forma entusiástica este profissional para seus amigos e colegas? Por que sim ou por que não?

Caso você não fique completamente satisfeito com as respostas obtidas, continue procurando.

Pesquisas apontam que o fator que contribui mais significativamente para o resultado bem sucedido de um programa de Coaching é a qualidade do relacionamento entre o Coach e o cliente. Dessa forma, é fundamental que você se assegure da existência de uma conexão relevante entre você e o profissional que você escolher. Em outras palavras, é fundamental que haja uma química entre os dois, ou, popularmente falando, “que o santo cruze”.

No caso de um processo de contratação de um Coach executivo, onde, via de regra, é a área de Recursos Humanos da empresa que faz o processo de seleção e contratação do Coach, é altamente recomendável que o coachee em questão, isto é, o executivo que será submetido ao processo de Coaching, tenha a oportunidade de entrevistar ao menos 2 profissionais previamente selecionados pela área de Recursos Humanos, justamente por conta da questão da conexão, ou empatia, que deve haver entre Coach e coachee, como aspecto fundamental para o bom andamento do programa.

Ao escolher um bom Coach, a probabilidade de você ter uma experiência altamente positiva e com elevado retorno para seu investimento é grande! De acordo com o 2010 Global Coaching Cliente Study, conduzido pela ICF – International Coach Federation, 96% das pessoas que passaram por uma experiência de Coaching indicaram que iriam repetir a experiência, dadas as mesmas circunstâncias que as levaram a procurar um Coach pela primeira vez. Esta mesma pesquisa revelou adicionalmente os seguintes resultados:

Em termos de produtividade:

  • 70% dos pesquisados revelaram melhoria no desempenho no trabalho;
  • 61% revelaram melhoria na gestão dos negócios;
  • 57% revelaram melhoria na gestão do tempo; e
  • 51% revelaram melhoria na gestão de equipes.

Em termos pessoais:

  • 80% dos pesquisados revelaram melhoria na auto-confiança;
  • 73% revelaram melhoria nas relações interpessoais;
  • 72% revelaram melhoria na habilidade de comunicação; e
  • 67% revelaram melhoria no equilíbrio entre vida e trabalho.

Em termos de retorno sobre o investimento:

  • 68% das pessoas revelaram ter obtido retorno sobre o investimento realizado;
  • 86% das empresas revelaram ter obtido retorno sobre o investimento feito.

Sem dúvidas, posso afirmar que o investimento em Coaching vale a pena, sendo fundamental para isso a escolha bem feita do profissional que irá conduzir o processo.

Boa escolha e um ótimo Coaching!